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Curiosidades do maior bolo do aniversário de São Paulo

Quem não lembra da clássica cena de um enorme bolo na rua Rui Barbosa sendo devorado por uma multidão de pessoas? Essa era a tentativa (muitas vezes frustrada) de garantir um pedacinho da comemoração do aniversário de São Paulo. O evento mais aguardado do calendário da cidade começou em 1980. O “Bolo do Bixiga” deixou […]

Curiosidades do maior bolo do aniversário de São Paulo

Quem não lembra da clássica cena de um enorme bolo na rua Rui Barbosa sendo devorado por uma multidão de pessoas? Essa era a tentativa (muitas vezes frustrada) de garantir um pedacinho da comemoração do aniversário de São Paulo.

O evento mais aguardado do calendário da cidade começou em 1980. O “Bolo do Bixiga” deixou de ser produzido em 2009, depois que o programa “Pânico na TV”, incentivou uma guerra de comida e deixou órfãs do quitute milhares de pessoas. Atualmente são distribuídos ao público um bolo industrializado em embalagens individuais.

Se você é um dos fãs da tradição, ou mesmo se nunca tinha ouvido falar dessa história, veja fatos curiosos que marcaram os 24 anos dessa festa.

O início

A comemoração do aniversário de São Paulo com bolo teve sua primeira edição em 1985, quando senhoras do bairro da Bela Vista fizeram o doce em seus fornos caseiros e levaram à rua Rui Barbosa para celebrar a data. No primeiro ano, o “Bolo do Bixiga” como ficou conhecido, tinha 1.800 metros e era feito com pão-de-ló.

O inventor

Quem idealizou a homenagem à cidade junto com os moradores foi Armandinho Puglisi, fundador do Museu do Bixiga e ex-presidente da Vai-Vai. Para ele, São Paulo merecia uma festa além das formalidades da Prefeitura. Armandinho morreu em dezembro de 1994 e no ano seguinte o bolo não foi preparado.

Melhor idade

A partir de 1996, dois anos após a morte de Puglisi, o empresário Walter Taverna (foto), seu amigo e organizador da festa até hoje, conseguiu que a comemoração fosse subsidiada por um patrocinador. O bolo começou então a ser feito com a metragem correspondente à idade da cidade, que na época comemorava 442 anos.

Haja farinha!

Para fazer o bolo, eram usados muitos ingredientes e em enormes quantidades. Para um doce com mais de 400 metros, por exemplo, eram necessários uma tonelada de farinha, três mil ovos, mil litros de leite, 650 quilos de margarina e 85 quilos de fermento.

Maratona

Feito na cozinha industrial de um outro patrocinador, o bolo começava a ser preparado seis dias antes da festa. No dia 25, às oito da manhã, a montagem era iniciada com o auxílio de 200 pessoas. Ao meio-dia tudo tinha de estar pronto para a benção do padre da paróquia mais famosa do bairro, a Nossa Senhora Achiropita.

Sabor festa

No início e durante muito tempo, o bolo era bem simples: massa branca com cobertura de marshmallow. Nos últimos dois anos – em 2007 e 2008 – o patrocinador da época resolveu inovar e criou os sabores festa (que levava este nome por ter na cobertura confeitos coloridos) e coco.

Gritos na multidão

Segundo o Centro de Memória do Bixiga, todos os anos, perto de cinco mil pessoas disputavam o bolo com assadeiras, potes de sorvete e até saquinhos de supermercado, tudo para levar um pedacinho para casa. O ano em que o doce sumiu mais rapidamente foi em 2006, apenas quatro segundos depois início do “Parabéns a Você”.

O fim

O “Bolo do Bixiga” deixou de ser produzido em 2009, um ano depois que o programa “Pânico” incentivou uma guerra de comida. “Aquelas pessoas da TV atrapalharam tudo. Os fornecedores desistiram de fazer parte da festa”, diz Walter Taverna. Desde então, quem for ao bairro para comemorar o aniversário de São Paulo recebe um pacote de bolo industrializado. No aniversário de 462 anos da cidade, não foi diferente. Thaís Taverna, neta de Walter e coordenadora do Centro de Memória do Bixiga, ainda tem planos de organizar um evento em que os moradores de São Paulo levem seus próprios bolos para a comemoração.

O retorno – Aniversário de 463 anos em 2017

Moradores e comerciantes se mobilizam para a retomada da tradição. Há quem critique a iniciativa dizem “é um desperdício enquanto muitos passam fome ” Mas a ideia do bolo não é alimentar e sim unir as pessoas com essa tradição em um bairro tão amado, a montagem do bolo começa as 9h e o corte será meio-dia. A segurança será reforçada e quem quiser doar um bolo deverá ir na Rua Rui Barbosa,300 no horário da montagem, a expectativa é que chegue a 463 metros idade de São Paulo.

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